Acabei de ter, agorinha mesmo, 4 dias cheios de tudo.
Tão cheios que com um mero encosto transbordariam generosamente para este blog em inundação de momentos.
Transbordariam. Modo condicional. Aquele que fica sujeito às birras do “se”.
O "se" de serviço embirrou com o blog. Culpa da menina SOFIA, que de menina já tem pouco, que o digam os 7 dias de idade que tem a mais que eu.
Essa dita cuja não sugeriu, não insinuou, nem sequer alvitrou que não percebe o que eu escrevo neste blog. Disse-mo na cara.
Eu regava bem de memórias este blog, se não fosse o comentário maldoso da menina SOFIA.
... na saída do 1º dia e entrada do 2º dei por mim na ponta da cadeira de entusiasmo e a aplaudir efusivamente uma mais que surpreendida bailaroska que encheu o palco.
... no 2º dia me enfrasquei de ovos moles, vi às pressas o Slumdog Millionaire, comi crepes sem nutella (porra) e nem pausa para chichi fiz nos Oscares.
... no 3º dia corri chineses à procura dos últimos acessórios para o meu fato de caobóia feita cherifa (inequivocamente portuguesa, já que trazia um punhal e as algemas não funcionavam)
... na madrugada do 4º dia revisitei um bar de outros tempos e encontrei apenas paizinhos e filhotes mascarados. A espera trouxe camafeus da nossa geração e música da boa. O fantasma encarnado pela Tralhoca Júnior causou furor.
... no 4º dia comi entrecosto grelhado até não poder mais.

Esta é uma publicação em atraso. Desde então descobri que passei tempo a mais sem ir a uma discoteca a sério. Não é que tenha perdido o movimento de anca, perdi sim a paciência para a música tecno. Passada meia hora já não consigo engolir os bocejos.