Bicha Solitária...
Quem sabe até se não tão solitária assim.
Não falo de opções sexuais.
Falo da dita cuja que sem sombra de dúvidas (sim, ocasionalmente não as tenho) divide as minhas entranhas com a alma. Estou inclusivamente convencida que a tal da bicha é mais espaçosa e, não poucas vezes, põe a alma a um canto. Não creio que seja por uma questão de renda porque nunca me chegou provento nenhum pelo uso e abuso do espaço. Olheiras e remorsos nunca tiveram proveito nenhum. Enfim, parece-me que a bicha ocupa a maioria das divisões do meu corpo (muito naturalmente, já que sou grande aprovisionadora) ou o corpo seria outro.
Bicha voraz a minha. Não importa a quantidade enfardada, o único vestígio será um ligeiro e temporário avolumar das formas – dela e, consequentemente, minhas – enquanto a digestão – dela, não minha – não está concluída.
Este fim-de-semana (sim, para mim acabou ontem) arrisquei-me a empanturrá-la até à morte com semi-frio de caramelo, algodão doce, torrão, e outros que tais da mesma envergadura calórica, mas está visto que, felizmente, esta bicha pode mais que eu.
Saídas à noite, jantares de aniversário e duas romarias fazem muita mossa, excepto na bicha.
Nem à custa de muito carrossel resolve ir comer para outra freguesia. Nem seviciada com copiosas tarefas agrícolas decide trocar de restaurante. Nem importunada pela companheira de corpo a horas menos próprias, uma alma que ultimamente chega a ter “deja vu’s” de “deja vu”, se convence a ir abrir a boca noutras paragens.
A minha bicha solitária veio para ficar. Eu estou cá para a... engordar (com muito gosto).
PS: Espero que este seja um post que agrade a todos os visualmente enfermos que continuam a insistir que não estou mais gorda, incapazes de encarar o facto de que as calças estão por um fiapo. Para todos vocês: não é gordura, é a bicha que mandou construir uma garagem na pança e um condomínio fechado no rabo!
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Rabo outra vez não, caraças!!
